Evolução técnica em atletas de luta

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A evolução técnica do atleta geralmente é algo muito subjetivo e difícil de avaliar e quantificar.

No artigo de hoje, trago uma proposta de avaliação da evolução técnica para que seu atleta esteja sempre progredindo. Espero que goste.

 

Treinamento técnico para lutadores

Assim como no treinamento físico, a parte técnica do treinamento de lutas deve ser planejado, para que o atleta chegue no dia da competição em sua melhor forma.

Para o planejamento do treinamento técnico em lutadores, o ideal é que se aproveite a periodização montada para o treinamento físico, ou melhor, que sejam planejados simultaneamente.

Dentro deste planejamento, é importante que a evolução do atleta seja quantificada, para que os treinadores, assim como o próprio atleta, saibam se o treinamento está sendo efetivo ou se é necessário fazer ajustes.

É importante dizer que a evolução técnica deve ser constante. O que acontece é que, quando se aproxima o dia da competição, existe uma preocupação maior com o que se chama de treinamento técnico-tático.

O treinamento técnico-tático trata-se da aplicação do repertório técnico do atleta baseado no plano de luta. Isso faz com que o atleta priorize os golpes de seu repertório que sejam mais efetivos para o adversário que vai enfrentar.

Para que melhore na parte técnica, alguns fatores são importantes, como:

 

Coordenação motora do atleta

Para que o atleta seja capaz de executar os movimentos sem que haja desperdício de energia, ele precisa ter a capacidade de realizar tais gestos motores com o maior grau de precisão possível.

A capacidade de aprender e realizar uma variedade grande de movimentos é uma característica essencial para que o lutador evolua tecnicamente.

 

Vontade de aprender

Na verdade, a palavra que melhor se encaixa aqui é motivação. Quando o atleta consegue realizar uma técnica corretamente, seu grau de motivação aumenta. O contrário é observado quando encontra dificuldade de realizar o movimento.

Aqui o papel do treinador é essencial. É necessário que observe atentamente a execução das técnicas feitas pelo atleta e forneça feedbacks, sejam eles positivos (elogios, incentivos), ou negativos (correções ou críticas). Para a aplicação desses feedbacks, é necessária a sensibilidade do treinador, para que haja equilíbrio em sua aplicação, pois o intuito é que o atleta se mantenha motivado.

 

Momento ideal para o aprendizado

O atleta que se encontra com um grau menor de estresse físico e mental tem mais capacidade de absorver novas técnicas. Portanto, se possível, o ideal é que o treino técnico seja realizado quando o atleta se encontra descansado, e não após uma sessão pesada de treino, como por exemplo um sparring.

 

Progressão crescente no grau de dificuldade das técnicas

Para que o atleta aprenda uma técnica nova, é necessário que ele já tenha absorvido completamente uma técnica similar que tenha relação com a nova.

Não adianta tentar ensinar técnicas complexas para o atleta que ainda não incorporou as técnicas mais simples.

 

Avaliando seu atleta

Para saber em que nível seu atleta se encontra, procure classificar qual é a sua fase de aprendizagem.

É possível que ele esteja em fases diferentes para cada uma das técnicas que esteja treinando.

Existem três fases em que ele pode se encaixar:

 

Fase inicial ou cognitiva

É a fase em que o atleta tem dificuldade em focar no movimento completo por ter que prestar atenção a vários detalhes ao mesmo tempo. É a experiência pelo qual passa o atleta ao realizar o movimento pela(s) primeira(s) vez(es). O ideal nessa fase é que o atleta dê foco no objetivo da tarefa, ao invés de se preocupar com todos os detalhes do movimento.

 

Fase intermediária ou associativa

Aqui, apesar de ainda não conseguir executar os movimentos com perfeição, ele já sabe reconhecer quando erra, sendo capaz também de se corrigir. Já tem consciência e a capacidade da realização do movimento.

 

Fase final ou autônoma

Nesta fase, além de o atleta ser capaz de realizar o movimento com precisão, não precisa estar com a atenção totalmente voltada a ele. O golpe sai de forma automática, na hora em que precisa ser executado.

 

Para fazer o acompanhamento da evolução técnica de seu atleta, analise cada golpe dele e tente classifica-los de acordo com as fases de aprendizagem. Com esses dados em mãos, torna-se mais fácil saber qual é o momento certo de introduzir novas técnicas, e quais precisam de maior refinamento.

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